segunda-feira, 26 de abril de 2010

LOTAÇÃO ESGOTADA NO CAE DA FIGUEIRA DA FOZ

O pequeno Auditódio do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, com capacidade para 200 pessoas, esgotou no passado Sábado para a sessão de "Pare, Escute, Olhe".
Terra Natal do realizador, família, amigos, vizinhos, conhecidos, foram muitos os que não quiseram perder a exibição e a conversa com a equipa do documentário no final.
Para aqueles que não tiveram oportunidade, estamos já a preparar uma segunda edição.
A ansiedade inicial rapidamente foi ultrapassada com o interesse e carinho da plateia. Afinal, é sempre um momento especial apresentar um trabalho na terra onde residem as raízes e uma forte ligação.



No dia seguinte, para descontrair, o almoço foi um belo serrabulho na Colectividade de Vila Verde que o 'papá' João Pelicano proporcionou. Para além de uma ajuda fundamental no nosso trabalho, em que também ele andou a colar cartazes e distribuir flyers, sabe sempre proporcionar bem-estar à malta :)

Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

PARE, ESCUTE E NÃO APOSTE por Marta Rebelo, in Económico

Alan Greenspan, reformado e confessor do erro e disfuncionalidade da sua visão do mundo e ideologia, joga póquer com Al Gore.
Feito o estrago na economia dos EUA em duas bolhas financeiras consecutivas - a de 2000/02, das dot.com; a de 2007/09, do imobiliário e dos empréstimos predatórios sobre activos artificialmente elevados -, Greenspan está entediado e lança o desafio ao Nobel da Paz: o que é que faz mais estragos ao euro? A concretização plena do contágio ou a mãe-natureza? Quem acertar ganha a mesa.
Andava Alan Greenspan e ‘entourage' satisfeitos da vida com o avanço na aposta - a maquilhagem da banca dos EUA já borrou na Grécia - e eis que das entranhas da terra desperta um vulcão islandês de nome impronunciável. E atinge a aviação europeia, que aterra durante uma semana e acumula prejuízos de biliões de euros. Al Gore parece vencer a mesa. Mas Greenspan, que não gosta de perder nem a feijões, contra-ataca: ligue-se ao Presidente do FMI e apontem-se os canhões à segunda presa: Portugal. Ou sai da União Monetária ou o euro está condenado. O dólar é a moeda do mundo. Portugal está na bancarrota.
A quilómetros da jogatana, filma-se "Pare, escute, olhe", sobre a extinção da linha ferroviária do Tua, uma das três mais belas da Europa, ameaçada pela barragem que a inundará. Recuamos a 1987, e Mário Soares afirmava que a interioridade pesava em Trás-os-Montes como uma condenação, o comboio não era apenas a viabilidade económica, era o serviço público às populações isoladas, a história e o património. Frame me 2009, José Sócrates e António Mexia vão lançar a primeira pedra da barragem do Baixo Sabor e comentam: "o que falta aqui é cimento" (PM) - "Está quase", reage Mexia. E pessoas? Vem a barragem do Tua, dá-se uns tostões aos agricultores e ficam à lareira à espera da morte? "Querem matar os velhos mesmo à fé danada" - ira de uma transmontana que aproveita o metro de superfície enquanto o há. Aquele país não é para velhos, é para ninguém, é para a quota máxima. Ali, sim, há bancarrota.
De regresso à mesa de jogo, e como terminou o expediente, juntam-se Timothy Geithner (Secretário do Tesouro) e Lawrence Summers (Director do Conselho Económico), do grupo anti-regulação criado anos antes por Greenspan, hoje os homens fortes da administração Obama. Al Gore questiona: até onde estão dispostos a ir para ganhar a aposta? À boca pequena, Geithner diz que o euro valorizado não interessa a ninguém.
Alheios à aposta, os europeus fazem filas intermináveis nas estações de comboios, talvez não seja de ignorar a ferrovia, talvez o TGV seja um investimento público credível, o Sud Express sai de Lisboa cheio de turistas e não de emigrantes que fogem da crise. E em Trás-os-Montes, à beira Tua, o sr. Abílio, gestor "honorário" do apeadeiro da Ribeirinha diz para a câmara: "Vou morrer, mas não sei quando. Acredita?".
Acredito. Temos de redefinir o progresso. Destruímos uma identidade por uns quilowats de energia da barragem do Tua. Destruímos economias e moedas por uns quantos egos, que mudam mas não vão a lado nenhum.
____
Marta Rebelo, Jurista

terça-feira, 20 de abril de 2010

PARE, ESCUTE, OLHE EM DIGRESSÃO

Faro, 21h30, uma sala calorosa aguardava-nos para assistir ao documentário, uma iniciativa organizada pelo dinâmico Cineclube de Faro. Muita conversa e partilha.
No meio da plateia reencontrámos a Bela e a Graça, amigas da Figueira da Foz, que nos levaram no dia seguinte ao fabuloso Mercado de Olhão e provar os pratos fortes desta terra, o belo peixe e marisco acabadinho de sair do mar. O dia terminou com um belo passeio de barco à Ilha da Armona, um belo pedacinho de terra no meio da Ilha Formosa aconselhável a um bom repouso.



No dia seguinte, subimos até ao Redondo, uma terra com um centro cultural fabuloso e outras obras incríveis como a bela praça de touros. A modernidade contrasta com as peças de olaria de Joaquim Pirraça, um oleiro que continua a moldar o barro e manter a tradição.

Na plateia gente de todas as idades que se identificaram com a temática do filme, pois também já sofreram com o encerramento de uma via-férrea.
Depois do “Ainda há Pastores?”, Panayotis, responsável pela programação, volta a exibir um trabalho nosso.

Horas depois já estávamos no Cinema City Alvalade, para uma conversa no final da sessão.

domingo, 18 de abril de 2010

DEBATE COM O REALIZADOR JORGE PELICANO

Hoje à noite, dia 18 de Abril, no cinema City Alvalade, depois da sessão das 21h40, debate/conversa com o realizador.

Uma forma de conhecer o processo de construção do documentário e a causa do vale do Tua.

Apareçam

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FEEDBACK FILME

São muitos os e-mails de feedback ao documentário e que nos motivam a seguir em frente. Partilhamos aqui alguns:

"Queria dar-lhe os parabéns por este documentario, como se costuma dizer (desculpe a expressao), trata-se de uma "orgia de imagens", todas elas cinco estrelas. É um documentario em que uma pessoa sai de lá um pouco mais culta, e a perceber muito melhor o que aquela gente passa e a pouca importancia que lhes é dada.
É com muita pena minha que este tipo de doocumentarios não tenha mais apoio e não seja mais divulgado ao ponto de estar em mais salas de cinema.
No entanto, o mérito e os prémios sao merecidos sem duvida. Foi a primeira vez que vi uma sala de cinema, levantar-se e bater palmas, foi merecido sem duvida.Obrigada pelo ensinamento :)

Joana Cabrita (estudante de audiovisuais, especificamente câmara)

"Não sei o q poderei fazer mas contem comigo pelo memos para mostrarmos o quanto gostaríamos de cimentar esses dois do filme".
António Lima

"Fui hoje ver o documentário na minha cidade natal,Mirandela,e fiquei simplesmente fascinada. Espelha bem o que é Trás-os-Montes e ao abandono a que temos sido votados".
Tânia Rei

"Sou uma engenheira agrónoma que exerce a profissão na Terra Quente Transmontana. Conheço muito bem os locais e algumas das pessoas intervenientes no documentário. Ao vê-lo, senti-me acompanhada. Deixei de me sentir sozinha. A verdade é que todos eles, sem excepção, julgam que os abandonámos à sua sorte. Até que a morte os visite e os leve. Contam os dias e as horas para que volte e que lhes leve histórias da cidade. Postei algo no meu blog que gostava que vissem. No fundo, cada vez seremos mais.www.pistoleira.blogspot.com"
Mariana Ramos

"Fui ontem ver o documentário "Pare, Escute e Olhe" e ADOREI.
É um retrato muito fiel de uma realidade a que muitos portugueses são alheios.
Em Junho de 2009 percorri parte da linha do Tua e recordo-me da tristeza que senti ao ver o estado de abandono e de degradação, não só da linha como das estações e das antigas locomotivas. Para quem, como eu, gosta de comboios foi bastante doloroso observar esta situação.
No documentário pude recordar algumas das estações que o meu namorado fotografou, nomeadamente Grijó e Cortiços, tive pena foi que o destaque dado a estas e outras estações e apeadeiros, nomeadamente Romeu não fosse maior.
Adorei a forma como foi apresentada a vida das pessoas que dependem desta linha.
O documentário é extraordinário e tem uma imagem e fotografia fantástica.
É uma linda homenagem a um histórica linha de comboio que não merece o destino que lhe deram".

Isabel Rodrigues

Sessão e debate com presença do realizador - PARE, ESCUTE, OLHE, de Jorge Pelicano | Cinema City Alvalade| Domingo| 21h40



Militante e interventivo, Pare, Escute, Olhe é um convite à reflexão, parar sobre aquela realidade, escutar as pessoas e as suas reivindicações, olhar para as consequências.
No próximo Domingo, dia 18, Jorge Pelicano vai participar no debate e estará disponível para troca de ideias no final da sessão das 21h40.

Jorge Pelicano no jornal RTP2

"Doc de denúncia à desertificação de Trás-os-Montes e ao encerramento da linha do Tua"


terça-feira, 13 de abril de 2010

APELO AOS DEPUTADOS


CLIQUE AQUI

Para quem viu o documentário “Pare Escute Olhe" e se sentiu revoltado, eis mais uma forma de luta: escreva aos deputados - representantes do povo no Parlamento - e mostre a sua indignação.

JORGE PELICANO NO TVI 24

O retrato de Trás-os-Montes, tendo a linha do Tua como fio condutor, tem suscitado o interesse da comunicação social. Todos os meios são fundamentais para debater e reflectir a realidade e traçar um novo rumo para esta região.


'Pare, Escute, Olhe' e ajude a salvar o comboio do Tua por Eurico de Barros in DN



Opinião Eurico de Barros *****

António Mexia, presidente da EDP, aparece a certa altura ao lado de José Sócrates em Pare, Escute, Olhe, de Jorge Pelicano, a estranhar que no Vale do Tua, onde o Governo se prepara para construir uma barragem, esteja "tudo despovoado". Se António Mexia conseguisse libertar-se das suas importantes e muito bem remuneradas funções e tirasse meia hora para ver este documentário, descobriria o porquê desse despovoamento - tem tudo a ver com a irresponsabilidade, a indiferença, a incompetência e o desconhecimento que políticos e decisores têm do "país profundo". O autor de Ainda Há Pastores? assina, com Pare, Escute, Olhe (o título, além de remeter aos clássicos sinais das passagens de caminho de ferro, é uma sugestão ao espectador e também aos que mandam nisto), um verdadeiro documentário de serviço nacional, sobre a morte anunciada da Linha do Tua, que deverá ficar submersa por uma barragem. Como diz alguém a certa altura, o desaparecimento do comboio e o estrangulamento do rio significam o fim "de uma identidade" local que ajuda a fazer a identidade nacional maior, de um património único, insubstituível. E a barragem em muito pouco vai beneficiar quer a população, envelhecida, desiludida e passiva, para quem a "sua" automotora é muito mais necessária e útil, quer o desenvolvimento local .

Cheio de cinema, humor, melancolia, emoção, ritmo, música (composta à medida das imagens), indignação legítima, informação útil, rádios locais com discos pedidos que unem quem ficou na terra aos que trabalham no estrangeiro e gente pitoresca e genuína que se manifesta sem papas na língua ("A barragem, que atirem com ela ao rio, que se f...", diz um velhote a certa altura), Pare, Escute, Olhe é um filme político mas apartidário, de intervenção mas não propagandístico, cuja causa é o bem maior de todos nós. Senhor Mexia, tire lá meia hora e vá vê-lo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

FOI ASSIM NO SANTIAGO ALQUIMISTA...

Foi uma noite de emoções partilhadas. Apresentação do filme, do livro de Jorge Laiginha e Leonel de Castro, exposição de fotografia, conversa e música do Frankie Chavez que protagonizou um dos momentos altos da noite quando tocou ao vivo as músicas da bando sonora original do filme ao mesmo tempo que passavam as imagens.

Para eternizar o momento, fica o registo fotográfico de Pedro Elias, um grande fotografo, amigo e companheiro nesta caminhada.









segunda-feira, 5 de abril de 2010

CONVITE APRESENTAÇÃO "PARE, ESCUTE, OLHE" DE JORGE PELICANO | SANTIAGO ALQUIMISTA | 21H30


CONVERSA | CONCERTO | VISIONAMENTO | LEITURAS | OLHARES


Amanhã, no Santiago Alquimista, em Lisboa, realiza-se a apresentação do documentário “Pare, Escute, Olhe”, através de excertos do documentário e conversa com o realizador.

Apresentação do livro “Pare, Escute, Olhe”, de Jorge Laiginhas com fotografias de Leonel de Castro, editado pela Civilização, acompanhado de exposição de fotografia.

Fankie Chavez ao vivo, apresenta banda sonora original do documentário “Pare, Escute, Olhe” e lançamento do EP de Estreia .

sábado, 3 de abril de 2010

Os posters do filme já andam por ai

Do Bairro Alto, à Bica, passando pela Fábrica Braço de Prata a outros tantos locais no Porto, o poster do "Pare, Escute, Olhe", já foi fixado.

Até breve num cinema perto de si! BOA PÁSCOA!

video

quinta-feira, 1 de abril de 2010

“PARE, ESCUTE, OLHE”, EM TORRES NOVAS



Foram muitos os que não quiseram perder oportunidade de ver o documentário antes da grande estreia nos cinemas, a 8 de Abril. Ex-ferroviários, entusiastas dos comboios, geógrafos e público em geral compunham uma plateia curiosa com a questão do património do Vale do Tua.
Por entre palavras carinhosas, conselhos e outros pontos de vista, o debate foi marcado por muito entusiasmo. Ficámos com a certeza que, depois desta apresentação, não estamos sós e caminhamos mais fortes na luta pela preservação do Vale do Tua.