Assisti ao seu filme: Pare, Escute, Olhe em Moura na passada sexta-feira. No momento fui tomada pela emoção de ver quase em tempo de estreia o seu filme (que só contava ver lá para o fim do ano) e por alguma timidez, fui incapaz de soltar-me para falar um pouco consigo. Gostaria muito de o ter feito porque sou uma fiel seguidora do seu trabalho como realizador de documentários. Adquiri o filme Ainda Há Pastores e depois de o ver decidi que não deveria perder de vista o seu trabalho, pela sua sensibilidade em captar pessoas, silêncios, vivências. Agrada-me especialmente a maneira como manuseia o tempo, essa variável vertiginosa, conseguindo dar uma cadência temporal estruturada e coerente entre o que é dito e a intenção do que quer transmitir. Passa de forma muito eficaz e verdadeira a ideia da devassidão dos lugares de onde as pessoas estiveram e já não estão. Para mim essas são as «genialidades» dos seus filmes. Aplaudo, a coragem com que no Pare, Escute e Olhe apontou responsáveis pela desertificação humana e material do Interior. Admiro o seu gesto generoso de deixar o espectador olhar com tempo para pensar. Facilita a leitura da imagem com a inclusão de sinais simbólicos e embora, para mim, o filme documental seja sempre tendencioso, os seus filmes dão-nos tempo e espaço para a nossa construção. O Pare, Escute e Olhe cumpre, na minha opinião a principal função do filme documental: ajudar-nos a construir ideias/ posições a partir da realidade em si e do olhar que o realizador nos dá dessa realidade, ambos num registo de verdade. Daí o meu desacordo com a ideia de que o filme é uma reportagem ou que está feito segundo os cânones da mesma. Não percebi bem a polémica levantada na altura do Doclisboa e que acompanhei vagamente no Público. Tento transmitir aos meus alunos ferramentas para o pensamento e os seus filmes estão na primeira linha das acções desenvolvidas para tal.
Obrigada pela dádiva! Precisamos realmente de estímulos para entendermos a realidade. Só assim a pudemos mudar.
Odete Borralho (professora de filosofia – 33 anos – odete.berna@gmail.com)
É este o estado desta triste Républica, um progresso iniciado na Monarqia com as dificuldades desse tempo, que trouxe os caminhos de ferro a todo o Portugal e agora tem este triste fim. E foi para isto que mataram os Reis e implantaram a républica. Uma pena terem aniquilado este país. Viva Portugal Viva o Rei
Que se façam mais documentários que retratem a realidade do nosso país. Como este e como o "Ainda há pastores".
ResponderEliminarContinuação de bom trabalho
Caro Jorge!
ResponderEliminarAssisti ao seu filme: Pare, Escute, Olhe em Moura na passada sexta-feira.
No momento fui tomada pela emoção de ver quase em tempo de estreia o seu filme (que só contava ver lá para o fim do ano) e por alguma timidez, fui incapaz de soltar-me para falar um pouco consigo. Gostaria muito de o ter feito porque sou uma fiel seguidora do seu trabalho como realizador de documentários.
Adquiri o filme Ainda Há Pastores e depois de o ver decidi que não deveria perder de vista o seu trabalho, pela sua sensibilidade em captar pessoas, silêncios, vivências.
Agrada-me especialmente a maneira como manuseia o tempo, essa variável vertiginosa, conseguindo dar uma cadência temporal estruturada e coerente entre o que é dito e a intenção do que quer transmitir. Passa de forma muito eficaz e verdadeira a ideia da devassidão dos lugares de onde as pessoas estiveram e já não estão. Para mim essas são as «genialidades» dos seus filmes.
Aplaudo, a coragem com que no Pare, Escute e Olhe apontou responsáveis pela desertificação humana e material do Interior.
Admiro o seu gesto generoso de deixar o espectador olhar com tempo para pensar. Facilita a leitura da imagem com a inclusão de sinais simbólicos e embora, para mim, o filme documental seja sempre tendencioso, os seus filmes dão-nos tempo e espaço para a nossa construção.
O Pare, Escute e Olhe cumpre, na minha opinião a principal função do filme documental: ajudar-nos a construir ideias/ posições a partir da realidade em si e do olhar que o realizador nos dá dessa realidade, ambos num registo de verdade. Daí o meu desacordo com a ideia de que o filme é uma reportagem ou que está feito segundo os cânones da mesma. Não percebi bem a polémica levantada na altura do Doclisboa e que acompanhei vagamente no Público.
Tento transmitir aos meus alunos ferramentas para o pensamento e os seus filmes estão na primeira linha das acções desenvolvidas para tal.
Obrigada pela dádiva! Precisamos realmente de estímulos para entendermos a realidade. Só assim a pudemos mudar.
Odete Borralho
(professora de filosofia – 33 anos – odete.berna@gmail.com)
É este o estado desta triste Républica, um progresso iniciado na Monarqia com as dificuldades desse tempo, que trouxe os caminhos de ferro a todo o Portugal e agora tem este triste fim. E foi para isto que mataram os Reis e implantaram a républica. Uma pena terem aniquilado este país. Viva Portugal Viva o Rei
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